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[Resenha] O doce sabor da vingança.


Autor (a): Paula Toyneti Benalia
Editora: Novo Século
Ano: 2016
ISBN: 9788542808810

Sinopse: Julie não é uma garota comum, afinal, a vida nunca foi muito justa com ela. Abandonada pelos pais na infância, ficou aos cuidados da avó, que sempre lutou por uma boa educação para a neta. Na escola, sempre foi vítima de preconceitos e teve poucos amigos. Quando a amiga mais próxima a engana, o garoto por quem sempre foi apaixonada a humilha e a avó morre, Julie se vê sozinha e com um único propósito: se vingar. Dez anos depois, ela tem certeza de que está preparada para dar o troco quando descobre que o garoto que a humilhou se tornou um homem importante no mundo dos negócios e está contratando uma nova assistente pessoal, vaga que ela vai preencher. Joe Hesgher nunca se lembraria daquela garota que maltratou. Só que não consegue tirar da cabeça a nova assistente pessoal. A mulher de rosto angelical está tirando seu sossego. Acostumado a ter todas as mulheres que deseja, garante que dessa vez não será diferente. Mas quando o amor está envolvido, as certezas se tornam as maiores armadilhas. Dividida entre o amor e a vingança, ela descobre que precisa dele mais do que do próprio ar, mas para vencer as dificuldades e consertar as coisas, eles terão de superar o passado e construir um futuro.

"Talvez eu nem tenha o amado. Como nunca tive ninguém, posso ter confundido esse sentimento e você também. Porque, quando a gente ama, não vive sem, e eu vou viver sem você."

Julie passou por coisas demais em sua curta vida. Foi abandonada pelos pais quando era criança, ficando assim sob os cuidados da avó materna, que morreu quando ela ainda estava no ensino médio. Para complicar sua situação, teve que passar dias aturando pessoas zombando dela por "beijar mal", e tod mundo ficou sabendo disso porque sua paixonite, Joe, espalhou para toda a escola.

Já adulta, Julie decidi voltar para o Brasil, e deixa sua melhor amiga, , nos Estados Unidos. Julie prometeu que se vingaria de todos aqueles que lhe fizeram mal. E o primeiro que sofrerá as consequências será o Joe. Ela começa a trabalhar com ele sendo sua assistente pessoal. Porém, a convivência diária a fará se sentir incomodada com tanta aproximidade.

Em pouco tempo, eles começam a ter um relacionamento e durante uma briga, ela revela o motivo pelo qual voltou ao Brasil. Joe não sabe muito bem como reagir a essa descoberta, e tenta a todo modo mostrar a ela que mudou. Porém, suas atitudes mostram o contrário. Apesar disso, novos obstáculos vão surgindo no decorrer do tempo, e eles terão que decidir se o que sentem é o bastante para manter um relacionamento.

"Se pensarmos em tudo o que perdemos, não vamos conseguir aproveitar tudo o que o presente nos dá."

Já falei outras vezes e falarei de novo: adoro livros onde haja vingança. Por isso, fiquei bem interessada em fazer a leitura desse livro. E no começo a protagonista fazia jus a premissa do livro, só que no decorrer da história ela foi evoluindo, coisas foram acontecendo e tudo isso acabou mudando seu modo de pensar.

Não gostei nenhum pouco dos protagonistas no começo da leitura. O Joe era um galinha que achava que todas as mulheres do mundo rastejavam aos seus pés, mas conforme seu relacionamento com Julie foi evoluindo, ele foi evoluindo junto. E no fim, acabei gostando super dele.

Como disse antes, Julie estava determinada a se vingar, era tudo que desejava. Só que a vida tem um modo engraçado de nós ensinar alguma coisa, e na ficção não foi diferente. Eu achava a Julie bem imatura no começo. Contudo, quando algo inesperado lhe aconteceu, ela provou que podia ser alguém diferente, alguém melhor. E mesmo tendo cometido alguns erros no caminho, ela cresceu e se mostrou ser alguém de muita fibra.

A leitura é divertida, leve e bem fluída. Os personagens são do tipo ame ou odeie. A história é bonita, mas em certas cenas se torna um pouco triste. Às vezes os personagens eram dramáticos demais, mas a história num todo não é. Meu personagem favorito, com certeza – e aposto com bocês que também será o seu –, é o Mike. E não vejo a hora de o livro dele ser lançado. Pois, além de engraçado e de nos fazer rir, ele é aquele tipo de amigo que você pode contar para qualquer coisa. 


Beijos e até o próximo post!

[Resenha] Betibu.


Título original: Betibú
Autor (a): Claudia Piñeiro
Editora: Verus
Ano: 2014
ISBN: 9788576862895

Sinopse: Três anos após o assassinato de sua esposa, quando parece que a tranquilidade voltou a reinar no condomínio de luxo La Maravillosa, o empresário Pedro Chazarreta é encontrado degolado, sentado em sua poltrona favorita, com uma garrafa de uísque vazia de um lado e uma faca ensanguentada na mão. Tudo leva a crer que foi suicídio, mas logo surgem dúvidas. Será que algum justiceiro quis vingar a mulher do empresário, assassinada na mesma casa? E terá sido essa a última morte, ou há mais perigos à espreita? Um dos jornais mais importantes do país deixa de lado por uns dias as pendengas com o governo para cobrir a fundo a morte de Chazarreta, enviando à cena do crime Nurit Iscar, uma escritora em crise criativa, e um jornalista jovem e inexperiente da seção policial do periódico. A eles se junta Jaime Brena, o antigo chefe da seção policial e admirador de Nurit, a quem apelidou de Betibu — em referência à sexy personagem de desenho animado Betty Boop. As descobertas do trio o levarão a mergulhar numa trama intrincada envolvendo homens poderosos e terríveis segredos de um passado em comum.

"A solidão é um estado interior que pode praticar até mesmo estando com outras pessoas, acredita."

Nutri Iscar ou Betibu (como é chamada pelos amigos) é uma escritora de sucesso, seu ramo da literatura é o romance policial e era muito boa nisso. Mas, daí se envolveu com Lorenzo Rinaldi e sua vida desandou, escreveu um livro só de romance que foi duramente criticado pela mídia e isso abalou sua confiança, e por isso parou de escrever.

Jaime Brena um famoso jornalista de polícia, que agora virou apenas mais um funcionário do jornal, foi rebaixado e não sabe se foi pela idade ou por sua inimizade com o diretor do jornal, Lorenzo Rinaldi.

O garoto da polícia – durante toda a história nunca foi revelado seu nome – entrou no jornalismo por causa dos amigos. E sua primeira oportunidade de emprego foi no jornal El Tribuno na seção de polícia, substituindo Brena que foi rebaixado. Ele era analfabeto no universo do jornalismo, mas com os ensinos de Brena encontrará seu caminho. 

Pedro Chazarreta foi assassinado. Até aí, tudo bem – ou não tão bem assim –, um crime como outro qualquer. Porém, as circunstâncias de sua morte chamam a atenção. Primeiro, há alguns anos atrás, a mulher de Pedro foi degolada quase da mesma forma que ele. Segundo, quem os matou tentou fazer passar por um suícidio. Muitos acreditavam que Pedro matou sua esposa, e ele até chegou a ser indiciado, mas foi solto por falta de provas.  

Agora com esta nova situação a vida desses três personagens se cruzaram. E um aprenderá com o outro a como solucionar um crime deste porte.

"Só se pode realçar o que se deve realçar e esconder o que se deve esconder."

No início, eu achei que não fosse gostar da leitura. O que mais me chamou atenção foi a sinopse, por causa da diagramação que é muito diferente e no começo me intrigou bastante. Não sei se  foi ideia da editora ou da autora, mas  o final da leitura acabei adorando. 

O leitor tem que está atento a narrativa, porque não há travessões ou aspas para indicar se é uma fala ou pensamento. O lado bom dessa diagramação é que, para pessoas como eu, que só para de ler ao fim de um capítulo ou de um parágrafo é que não há como parar 😱😍.

Os personagens foram bem construídos, e mesmo que os três citados acima tenham um destaque maior, ainda há muitos outros personagens envolvidos na história, não me aprofundarei sobre eles para não dar spoiler, mas o que vocês precisam saber é que todos tem um papel significativo na história.

Confesso que por um momento achei que a autora não fosse esclarecer quem era o autor das mortes. Mas, aos 45 do segundo tempo, ela foi lá e soltou a bomba no colo do leitor, e nos deixar a pensar sobre os comos e os porquês. O que achei genial, pois tenho certeza que demorará um tempo para eu esquecer essa história. Além disso, não acho qje haveria um final tão perfeito e que se encaixasse com tanta firmeza a história.

Um mistério de tirar o fôlego, principalmente quando novas peças vão se juntando as que eles já tem. Personagens fortes, narrativa fluída e um suspense que perdura até a última página. Quem é fã do gênero irá adorar a história contada neste livro.


Beijos e até o próximo post!

[Resenha] Risco Calculado.


Autor (a): Elaine Elesbão
Editora: Tribo das Letras
Ano: 2015
ISBN: 9788567208565

Sinopse: Quando Valentina completou doze anos, seus pais a entregaram a um padrinho para que ela pudesse receber uma boa educação e desfrutasse de uma vida melhor. Os anos se passaram e Valentina se transformou em uma bela mulher. O seu padrinho, Hugo, sempre tão atencioso, tornou-se a sua grande paixão e em seus braços ela descobriu o prazer. A questão é que Hugo Rosenthal, que utiliza o sexo como forma de demonstrar força e superioridade, sente um amor doentio por Valentina e é capaz de qualquer coisa para não perder o domínio que tem sobre ela. Determinada a conquistar a sua independência e a trilhar o seu próprio caminho, Valentina elabora um arriscado plano e foge, mas sabe que o seu passado não a deixará em paz. Conhece muito bem Hugo e os métodos que ele utiliza para conseguir o que quer e teme que o pior aconteça. Enquanto Valentina luta para chegar ao seu propósito, conhece Max, um doce e gentil veterinário, e todas as suas certezas são abaladas. Se o sexo para ela já foi jogo, armadilha, dominação, o fundo do poço… Com ele é abrigo, aconchego, paz, plenitude, lar. Risco Calculado é uma história de amor, de vários tipos de amor, mas é também uma história de ódio. E quando esses dois sentimentos se confundem ou se confrontam tudo pode acontecer.

"Já havia lido que quando o amor se transforma em ódio, o estrago é grande. Talvez o estrago seja ainda maior quando o amor é carregado de ódio. É muito mais difícil conter os danos causados por dois sentimentos tão poderosos interagindo em uma relação simbiótica. Um sobrevivendo do outro."

Quando ainda era uma criança, Valentina foi vendida por seus pais ao seu "padrinho", na época ela não sabia disso, pois seus pais disseram que ela estava indo morar com o "padrinho" porque ele poderia lhe proporcionar uma vida melhor. O dindo era Hugo Rosenthal, um homem rico e vinte anos mais velho que Valentina.

No começo, ele era bom e gentil, e lhe proporcionou tudo do bom e do melhor. Quando Valentina atingiu os dezessete anos, tomada por um suposto amor, acabou se entregando a Hugo, tudo era maravilhoso. Até que quando completou dezoito anos, ele a pediu em casamento. No início, o mar de rosas prevaleceu, mas aí ele passou a ser grosseiro e ainda mais controlador.

Se por um acaso Valentina discordasse dele ou fosse contra suas ordens, ele a castigava. Depois de um incidente infeliz, Valentina decidiu que não poderia mais continuar vivendo aquela vida, não poderia mais interpretar o papel de vítima. E com a ajuda de Teresa — empregada da casa e a quem considerava uma mãe – e Levi, armou um plano de fuga.

Após conseguir fugir, ela fez residência em Brasília e lá conhece o Max. Ele é tudo o que esperava de um homem, e em pouco tempo se vê apaixonada por ele, porém tem medo de arriscar, já que seu marido está procurando por ela. Será que Valentina terá seu final feliz?

"Por mais que você tente colocar o seu coração em segurança, isso não vai funcionar por muito tempo."

Eu ganhei esse livro num evento, bão sabia nada sobre ele, não conhecia a autora e nem quis procurar resenhas na internet. O que mais me chamou a atenção, além da capa bonita, foi a sinopse que me arrebatou num grau. E devo dizer esse livro me surpreendeu. Achava ser uma coisa, mas foi totalmente diferente.

Não sei nem por onde começar essa resenha. A narrativa é bem leve e uma delícia de ler, mas já aviso que é preciso ter estômago forte para encarar essa leitura. Os tema abordados serão abuso – físico e psicológico – e estupro. Diferente de outros livros por aí, a autora não poupou o leitor, fiquei agoniada com a veracidade de algumas cenas. A autora não foi muito detalhista nestas cenas, mas quando a personagem descreve as emoções e sensações que está sentindo, é impossível não se comover por ela. 

O ponto alto do livro para mim, com certeza, foi a protagonista. Valentina tinha tudo para desistir de viver, mas optou por não só viver, como tomar o controle de sua vida. Uma das personagens mais forte que tive o prazer de conhecer. 
Outros personagens também ganharam a minha admiração. O Max passou por maus bocados na vida, mas ao invés de se tornar alguém desagrádavel – como vemos em muitos livros por aí –, ele optou por ser gentil e compreensivo. Já Dona Teresa foi uma mãezona para Valentina, o que prova que não precisa ser de sangue para ser mãe, e ajudou bastante em momentos complicados. Além de ser muito batalhadora, também passou por uma tragédia, mas não deixou que o ódio a consumisse.

Um olhar bem detalhista sobre as emoções de alguém que passou por tragédias. Uma narrativa cativante e muito bem escrita. Um romance mais leve para contrabalancear as cenas de dramas. Um final muito inesperado e que me deixou de boca aberta. Personagens bem construídos e desenvolvidos. Uma trama recheada de amor, ódio, superação e sobretudo perdão. Se você está em busca de uma leitura fantástica esse livro definitivamente é para você. 

"Continuo sem saber o que é pior: as coisas que deixamos de fazer por causa do medo ou as que fazemos por causa dele."

Beijos e até o próximo post!

Favoritos de Agosto.


Olá, todo mundo!

Esse é um daqueles posts que amo fazer, mas que acabo sempre esquecendo de colocar na programação do blog 🙄. Acho muito divertido "rever" os meus favoritos do mês. Vocês sabem que sou apaixonada por várias coisas, porém só irei escolher 4 categorias para apresentar a vocês, são elas: música, filme, livro e série. Que são coisas que vez ou outra estou sempre falando por aqui, com exceção é claro dos livros, que é o foco do blog ☺️. Chega de conversa e vamos ao que interessa <3.

Música: Red Light Sparkle - Esteban.


Sou apaixonada nas músicas desse homem, não tem uma que eu não goste, e o acompanho faz muito tempo, desde a Fresno para ser mais exata 🙂. O que me viciou nessa música não foi a música em si, pois eu já a conhecia. E sim, o clipe. Quem assistiu ao filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças sabe que a música combina muito com o filme, e desde que vi esse vídeo não parei mais de ouvir essa música 💗.


Filme: A Primeira Vez.


Sinopse: Dave (Dylan O'Brien) é platonicamente apaixonado pela melhor amiga Jane (Victoria Justice). Já Aubrey (Britt Robertson) namora Ronny (James Frecheville), um músico que não a compreende. Em uma sexta à noite, os caminhos de Dave e Aubrey se entrelaçarão, e ao longo do fim de semana muitas descobertas serão feitas pelo casal. 

Esse não foi meu primeiro filme favorito, e sim, o segundo. O primeiro foi The Fundamentals of Caring, mas como já fiz post sobre não falarei dele novamente (clique aqui para ler o review). Assisti A Primeira Vez só porque tinha Dylan O'Brien no elenco 😬. Contudo, acabei me divertindo muito pela história do filme. Além de divertido, o filme vai falar sobre sexo de uma maneira mais descontraída, porém ainda assim passando uma lição muito importante, e conscientizando a quem está assistindo. Me diverti horrores e o filme é muito fofinho e um tantinho clichê, porém queria muito indica-lo pra vocês 😘.

Livro: No Limite da Ousadia


Sinopse: No limite da ousadia conta a história de Beth Risk, a amiga durona de Noah, de No limite da atração. Este livro é um spin-off, se passando no mesmo universo do primeiro, com participações especiais de Isaiah, Noah e Echo. Beth é uma garota durona e corajosa que precisa cuidar da mãe viciada em drogas. Ao assumir um crime para salvá-la, Beth vai morar com seu tio, um rico esportista aposentado, para começar uma vida nova no interior. A jovem passa a se sentir incompreendida pela tia e seus colegas de escola, exceto por Ryan, popular jogador de beisebol. Ele e seus amigos gostam de fazer apostas envolvendo desafios a serem cumpridos, e Ryan nunca perde. O que começa com uma simples aposta, se torna uma irresistível atração que nem Beth nem Ryan haviam previsto. Sem se dar conta, o cara perfeito vai arriscar seus sonhos — e sua vida — pela garota que ama. E ela, que não deixa ninguém se aproximar, vai se desafiar a apostar todas as fichas nesse amor. No limite da ousadia vai levar o leitor a descobrir aos poucos um jogo sedutor de vulnerabilidade e confiança.

Esse livro faz parte de uma série, ele é o segundo volume, e mesmo assim li fora de ordem (não aconselho fazer isso). Como não me importo com spoilers, isso não foi nenhum problema para mim, na verdade só intensificou o meu interesse em ler o primeiro livro. Enfim, foi uma leitura incrível e que me deu muito em que pensar, além de ser uma história apaixonante sobre como dois adolescentes de mundos completamente diferentes acabam se envolvendo e tentando com unhas e dentes ficar juntos. Só posso dizer que amei! 

Série: Grey's Anatomy.


Sinopse: Grey’s Anatomy é um drama médico norte-americano exibido no horário nobre da rede ABC. Seu episódio-piloto foi transmitido pela primeira vez em 27 de março de 2005 nos Estados Unidos. O folhetim é protagonizado por Ellen Pompeo, como Dra. Meredith Grey, residente do fictício hospital cirúrgico Seattle Grace, em Seattle, Washington, o mais rígido programa cirúrgico de Harvard. A série é focada nela e seus colegas, também internos: Cristina, Izzie, George e Alex, mostrando suas vidas amorosas e as dificuldades pelas quais passam no trabalho. O título do seriado é uma brincadeira com Gray’s Anatomy (Anatomia de Gray), o famoso livro de anatomia de Henry Gray. A série, exibida nos Estados Unidos após o hit Desperate Housewives, logo se tornou um sucesso.

Viciei legal nessa série. Confesso que tinha muita preguiça de começar a vê-la, mas minha amiga falava tanto, mas tanto que acabei ficando mega-ultra-super-power curiosa sobre. Numa tarde quando não tinha nada para fazer, comecei a assistir e assim se passou todo o mês de agosto. Maratonei 12 temporadas em menos de um mês, e já estou roendo as unhas para o dia 22 💙.


Beijos e até o próximo post!

[Resenha] Eleanor & Park.


Título original: Eleanor and Park
Autor (a): Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Ano: 2014
ISBN: 9788542801255

Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

"Ele era dela.  
Para possuir e abraçar. Não para sempre, talvez – não para sempre, com certeza –, e não de modo figurado. Mas literalmente. E naquele instante. Naquele instante, ele era dela."

Park conheceu Eleanor no ônibus da escola, ela era novata e por isso ainda não tinha um lugar marcado. As únicas opções de Eleanor era ao lado de Park e junto com os alunos do primeiro ano lá na frente, como houve uma recusa lá na frente, Park teve que ceder o assento ao seu lado.

No início, Park não gostou muito do estilo de Eleanor. Ela era única. Tendo que conviver diariamente um com outro, eles acabaram criando uma amizade. Não havia muito diálogo no começo, eles apenas liam os gibis que Park trazia. Depois, Park passou a apresentá-la músicas e a parti daí começaram a de fato se conhecerem.

Por ter inúmeros problemas pessoais, Eleanor evita falar muito sobre si mesma, mas isso não incomoda o Park. Já que ele compreendia que era tudo muito recente. Com o tempo, a amizade se tornou algo maior, inominável. Até que a verdade bateu ma porta deles.

Ambos estavam em negação. Cada um tinha um motivo para não deixar o relacionamento desenvolver. Mas, quando é amor não há para onde correr e eles aprenderam isso. Juntos!

"E, também se ela ainda não tivesse sacado que estava gostando daquele mestiço idiota maldito, acabou descobrindo. Porque, mesmo depois de tudo o que acontecera nos últimos 45 minutos – e tudo o que acontecera nas últimas 24 horas –, ela só conseguia pensar em encontrar Park."

Não sei nem por onde começar a falar deste livro. Sinto que não há adjetivos suficiente para descrevê-lo, mas tentarei do mesmo jeito. Eu li esse livro pela primeira vez lá em 2014, e me encantei. Porém, não compreendi o final, eu na minha imaturidade queria um "final feliz" e fiquei inconformada com os caminhos que a autora tomou, só meses depois é que a ficha caiu.

O livro é brilhante! Por ser narrado pelos dois, temos uma noção de como um afeta o outro e como eles se viam de verdade. Acredito que o destino deles era se conhecerem, mudarem um ao outro e seguirem em frente. Você deve está se perguntando o porquê de eu achar isso e já irei explicar.

Park sempre se sentiu diferente das pessoas, como se não encaixasse em lugar nenhum. Mas, o que Park tinha se maior era medo. Medo de mudar, medo de o julgarem e não o aceitarem. Já Eleanor abraçava sua "estranheza" (que para mim não tinha nada de estranho). Ela era insegura, mas não permitia que as pessoas vissem isso. O que passava a imagem de uma pessoa intocável ou mesmo inatigível. E acredito que foi isso que fez o Park se apaixonou, por Eleanor ser confortável consigo mesma.

Enfim, foi um livro que adorei reler e mesmo eu tendo mudado, a história, o que significou para mim continuou intacto. A Rainbow tem uma escrita muito leve, divertida e fluída, além de criar personagens muito bons e sobre os quais há muito a se pensar. Sou apaixonada por esse livro e o indico até de olhos fechados. Os fãs de Young Adult vão amar, os de romance também. É um livro que vai provocar algo no leitor.


Beijos e até o próximo post!

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